CHAPADA DOS VEADEIROS, GOIÁS: o paraíso das cachoeiras

Chapada dos Veadeiros
És aventureiro? Curte trilhas no meio do mato? Gosta de tomar banho de cachoeira? Fica encantado com belezas naturais? Então te prepara, pois tenho uma baita dica para tuas férias: CHAPADA DOSc VEADEIROS, EM GOIÁS. Um pequeno paraíso, reduto de dezenas de cachoeiras, uma mais linda que a outra. A gente foi em setembro do ano passado (2016), período de baixa temporada, o que oportunizou passeios tranquilos e banhos solitários!
Vem que eu te conto tudo!
Para chegar à Chapada dos Veadeiros é necessário pegar um voo até Brasília, que é onde tem o aeroporto mais próximo. Depois, alugar um carro (de preferência um modelo 4X4, porque tem muita estrada de chão até chegar às cachoeiras) e viajar por 200 km até o destino final.
A Chapada está localizada em duas cidades e uma localidade: Alto Paraíso, Cavalgante e São Jorge. Pesquisei bastante e optamos em nos hospedar em Alto Paraíso, pois é o ponto de partida para diversos passeios. Cavalcante fica mais longe de todas, mas é cidade da cachoeira mais linda, a de Santa Bárbara (falo dela depois). Não cheguei ir até São Jorge, mas é a bastante indicada em outros blogs.
Bom, vamos ao que interessa: as cachoeiras!!! Vou elencar todos os passeios na ordem que mais gostamos. Nossa passagem por Veadeiros foi de apenas três dias e lamentamos não poder ficar mais, pois deixamos de conhecer lugares incríveis por falta de tempo. Acredito que em cinco dê para aproveitar bastaste.
 

  1. Cataratas dos Couros

Foi a nossa preferida, pois tem uma sequência incrível de corredeiras, cachoeiras e poços. Mas adianto que as trilhas até chegar a elas são pesadas. Em alguns momentos é necessário até dar uma escaladinha. Eu, que não tenho muito fôlego, parei diversas vezes para descansar e hidratar. O ar seco e o clima quente da região contribuem para um desgaste maior. Mas todo o esforço é recompensado quando chegamos às cachoeiras. A Couros têm basicamente três cachoeiras maiores, que são lindas demais. É um passeio que demanda reservar um dia todinho.
Cascata do Couros
Couros (7)
Para chegar até esta cascata é necessário contratar um guia, que custa R$ 150 por dia – o valor pode ser divido em até nove pessoas. A estrada até chegar lá não tem muita sinalização e tem, pelo menos, 30 km de estrada de chão (saindo de Alto Paraíso).
Couros (3)
Couros (5)
Ao chegar ao acesso a Catarata dos Couros, a dica é agendar um almoço com “representantes” de cozinheiras locais. São duas opções: tia Luiza ou na Tia Eleusa. A gente optou pela segunda. O “restaurante” fica na própria casa da cozinheira, a comida é maravilhosa, bem caseira, e você e se sente um nativo. É uma ótima oportunidade para interagir com os moradores, saber como é a rotina deles, as condições que vivem e suas histórias.
Couros (2)
Couros (1)
A entrada para a cachoeira é gratuita, mas os guiam orientam deixar de R$ 5 a R$ 10 para os meninos que cuidam dos carros no início da trilha. Já o almoço custa R$ 30.

Couros (9)
Cenário do nosso almoço, próximo a Couros

Couros - comida
A comida caseira na casa de nativos
 

  1. Cachoeira Santa Bárbara

É a mais linda. Só perde para a Couros, porque é bem pequena e a trilha é bem fácil. A água é límpida, cristalina, encantadora (e gelada! Aliás, todas as cachoeiras são muito geladas!!!!). Bom, para chegar até Cavalcante, cidade onde está localizada a cachoeira Santa Bárbara é bem longinho. Saindo de Alto Paraíso, são mais ou menos 80 km de rodovia, mais uns 30km de estrada de chão. Depois de percorrer todo este trecho (o waze leva certinho até lá), você chega na comunidade de Kalunga. Lá é obrigatório seguir viagem com um guia, que custa R$ 70 (você pode dividir com até oito pessoas). Além disso, tem que pagar R$ 20 por pessoa (que são usados para melhorar a condição de vida da comunidade).
 

Cachoeira da Capivara, que fica próximo a Santa Bárbara
Cachoeira da Capivara, que fica próximo a Santa Bárbara

Com todo este investimento, você conhece duas cachoeiras: a Capivara e a Santa Barbara. A Capivara tem uma trilha meio pesadinha, com subidas íngremes. Mas são curtinhas. É linda e é um bom aperitivo para o que vem depois.
Santa Barbara (163)
Santa Barbara (203)
A Santa Barbara é exatamente como nas fotos. Linda, linda, linda. A trilha é superfácil. A dica é chegar bem cedinho. Existe um limite de tempo de uma hora, devido à quantidade de turistas que passam por lá. Então, quanto antes chegar, mais tempo usufruirá da cachoeira sem ter dezenas de pessoas ao teu redor.
Santa Barbara (191)
Pequeno riacho em Santa Bárbara

 

  1. Almecegas I e II e São Bento

Foram as três cachoeiras que conhecemos no primeiro dia. Elas ficam em uma mesma fazenda e acho legal começar por elas. Não são tão imponentes como as duas que citei acima, mas são lindas também, ideais para se aventurar em saltos mais seguros. Tem acesso fácil, as trilhas são tranquilas e é excelente para ir entrando no clima da Chapada.
Almecegas e São Bento (133)
A Almecegas I é a maior das três. Temos acesso tanto ao topo dela, quanto ao poço, superprofundo. Já a Almecegas II é menor e, se não chegar muito cedo, fica lotada com facilidade. Já a São Bento tem uma queda bem pequena, mas um lago grande para nadar.

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Almécegas 1 vista de cima!

Almecegas e São Bento (146)
Almécegas II

Almecegas e São Bento (189)
Cachoeira São Bento

Adoramos!
Almecegas e São Bento (215)
Almecegas e São Bento (259)
São Bento

 

  1. Vale da Lua

O Vale da Lua é um lugar impressionante. São pedras e mais pedras esculpidas ao longo de de centenas de milhões de anos pelas águas do Rio São Miguel. A paisagem é incrível e lembra muito imagens da lua =D. Em meio a todo esse cinza, as águas dançam entre as pedras, formando pequenas piscinas, que dá tranquilamente para tomar banho.
E a trilha para chegar até lá é muito fácil, pouco mais de 500 metros.
Vale02
Vale da Lua - (19)
Vale da Lua - (36)
 
DICAS PARA AS TRILHAS:
– use tênis. Embora algumas trilhas sejam fáceis, ainda assim tem muita pedra solta e morro para subir e descer. Então, tênis confortável nos pés!!!
– Vá com uma mochila. Água, protetor solar e repelente são itens obrigatórios. Eu ainda inclui um chinelinho (para calçar próximo as cachoeiras), uma toalha e lanche.
– Embora a maioria das cachoeiras seja auto guiável, contratar um guia é sempre uma ótima ideia. Eles te contam as histórias, o trabalho de preservação e explicam tudinho sobre as cachoeiras e cidade. Nas cachoeiras não têm sinalizações ou placas que orientam ou que falem sobre elas. Os guias fazem este papel. =D
– uma cachoeira que lamentamos não conhecer foi o Parque Nacional. A gente não teve tempo e nem condições físicas (são quase 10 km de caminhada). Então, se tiver tempo, conheça. Todo mundo indica. =D
– O pôr do sol em Chapada é lindo. Reserve os finais de dia para observá-lo. A gente estacionava o carro na beira da estrada e ficava admirando.

O pôr do sol de Chapada é lindo!
O pôr do sol de Chapada é lindo!

 
Hotel
Alto Paraíso e São Jorge têm dezenas de hotéis e pousadas, de todos os tipos e valores. Inclusive dezenas de campings. Mas eu não sou muito adepta a acampamentos. Ahahaha
Eu gosto muito, muito, dos hotéis e pousadas do Roteiro do Charme e, por causa disso, escolhemos nos hospedar na Pousada Maya e valeu super a pena. Além do conforto, da decoração linda e do atendimento mara, o café da manhã é um dos melhores que já provamos. Tem quatro tipos de sucos naturais todos os dias, frutas frescas, bolinhos do dia, tapioca, omelete, e muito mais, tudo feito no dia, com ingredientes locais. No final do café, eles ainda te preparam um kit com lanches para as trilhas. Muito amor por este hotel.
Hotel
Pousada Maya

O valor para se hospedar neste hotel parte de R$ 400, por dia.
 
Para comer em Chapada
Restaurante Baroque – a melhor experiência gastronômica em Alto Paraiso. Cozinha rústica e aconchegante. Mateus, meu boyfriend, optou por um hambúrguer artesanal, com molho barbecue feito por eles, e batata chips bem “croc-croc” =D. Eu investi no filé Baroque: um suculento pedaço de carne com molho demi glace, acompanhado de legumes e castanhas salteados. Muito bom.
Restaurante Baroque
Restaurante Baroque

 
La Vitta é Bella – para quem gosta de pizza, esta á a melhor pedida. Sabores diversos, desde os clássicos, até os mais exóticos, com produtos nobres e locais.
Quiri Quiri – um lugar mega simples, basicamente um terreno, com um food truck estacionado e atendentes simpáticos. No cardápio: hambúrgueres deliciosos. Um deles é com pão a base de beterraba. Amamos. Tudo é acompanhado por batatas rústicas.
Quiri Quiri serve hamburgueres
Quiri Quiri serve hamburgueres

Tapindaré – é uma ótima opção para almoços. Variado buffet a quilo. Os alimentos são preparados em panelas de ferro, que ficam dispostas em simpáticos fogões a lenha coloridos. Muito top!
Vendinha 1961 – todo o final do dia, depois das trilhas, a gente parava neste local para comer (ou tomar???) açaí e tomar uma cerveja (sempre BEM gelada). Os pasteis também são deliciosos. À noite tem música ao vivo.
Jambalaya – local esteticamente lindo, com uma ampla área externa, decorada com luzes coloridas e velas. A comida é boa, embora pela descrição do cardápio eu esperasse muito mais.
 

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